Feminilidade

Feminilidade: performance ou presença?

A leitura nos ajuda a trazer novas formas de pensar para dentro da mente. Hoje, um trecho do capítulo 23 de Antes de amar, aprenda a existir.

Ni OliveiraPor Ni Oliveira, psicóloga · · 2 min de leitura

A voz que pede licença para existir

Muitas mulheres começaram a acreditar que a feminilidade é quase uma técnica de voz. Como se ser feminina significasse falar sempre baixo, sempre suave, quase como se a voz tivesse pedido licença para existir. Algumas chegaram a vigiar o próprio tom o tempo todo, tentando moldá-lo para ser mais aceitas.

O que a feminilidade não é

Hoje existem influenciadores ensinando isso de forma sistemática: a mulher magnética, a mulher vulnerável, como falar, como olhar, como se vestir, como parecer doce. O resultado é uma lista interminável de coisas que a mulher precisa entregar o tempo todo para se considerar feminina, atraente e espiritual. E isso cansa. Cansa porque é performance. Performance não forma: ela só exaure.

Presença no lugar de performance

Presença é estar inteira: com a própria voz, a própria história e a própria fé. Não é deixar de cuidar de si, é deixar de se moldar ao que os outros esperam para se sentir aceita.

Por que ler muda o jeito de pensar

No diálogo com as pessoas mais próximas, muitas vezes não mudamos de pensamento, porque estamos todos dentro do mesmo sistema de ideias. Escolher o que você lê ajuda a trazer para dentro novas formas de ver o mundo. Por isso a leitura é um dos caminhos do ANTES, prepare-se.

Antes de amar, aprenda a existir.

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