Família e fé

Quebrar padrões familiares: honrar pai e mãe também é fazer diferente

Você acredita que honrar pai e mãe é só sustento, ou só aparecer quando eles precisarem de assistência?

Ni OliveiraPor Ni Oliveira, psicóloga · · 2 min de leitura

A raiva que a gente reproduz

A gente não para para pensar que muitas das raivas que temos dos nossos pais nós acabamos reproduzindo. Você lamenta que a sua mãe foi vulnerável nos relacionamentos? Talvez exista uma brecha na sua família, e em você, justamente nesse ponto. Quem vai ser a pessoa que vai fazer diferente?

Não é sobre culpa, é sobre herança

As crianças são vulneráveis ao que acontece ao redor delas. Mas os nossos pais também tiveram uma geração antes deles, e outra antes dessa. Ninguém sai perfeito dessa história. Colocar toda a responsabilidade sobre os pais ignora uma verdade: o adulto também tem responsabilidade sobre as próprias escolhas.

A casa varrida, mas vazia

Em Mateus 12:43, Jesus fala do espírito que sai de uma pessoa, encontra a casa varrida e organizada, mas desocupada, e volta trazendo outros sete. Muitas vezes a gente consegue largar um hábito ou um comportamento, mas não ocupa a casa com algo novo. E tudo volta. Tirar um hábito não basta: é preciso ocupar o lugar com um novo jeito de viver.

Honrar é fazer diferente

Não deve ser fácil para uma mãe ver o filho ou a filha cometendo os mesmos erros que ela não conseguiu evitar. Aquilo que mais te dá raiva no que seus pais fizeram pode ser a missão da sua vida: não fazer igual. Eles não tiveram a oportunidade nem o conhecimento que você está tendo hoje. Quando a gente é adulto, pode escolher uma nova autoridade para a própria vida. E, pela força do próprio braço, ninguém se desvencilha sozinho de um legado de maus hábitos.

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